sexta-feira, 14 de junho de 2013

PRÉ-ESCOLARES

Na fase pré-escolar, a velocidade de crescimento estatural e o ganho ponderal são menores do que nos dois primeiros anos de vida, com consequente decréscimo das necessidades nutricionais e do apetite. 

O comportamento alimentar da criança pré-escolar caracteriza-se por ser imprevisível e variável: a quantidade ingerida de alimentos pode oscilar, sendo grande em alguns períodos e nula em outros; caprichos podem fazer com que o alimento favorito de hoje seja inaceitável amanhã, ou que um único alimento seja aceito por muitos dias seguidos. Se os pais não considerarem esse comportamento como transitório e não reagirem com medidas coercitivas, ele poderá se transformar em distúrbio alimentar real e perdurar em fases posteriores.

Por essa razão, é necessário o conhecimento de alguns aspectos importantes da evolução do comportamento alimentar na infância:

– Crianças em fase de formação do hábito alimentar não aceitam novos alimentos prontamente. Essa relutância em consumi-los é conhecida como neofobia (aversão a novidades). Isto é, a criança nega-se a experimentar qualquer tipo de alimento desconhecido e que não faça parte de suas preferências alimentares.
Para que esse comportamento se modifique, é necessário que a criança prove o novo alimento em torno de oito a dez vezes, mesmo que seja em quantidade mínima. Somente dessa forma ela conhecerá o sabor do alimento e estabelecerá seu padrão de aceitação.

– O apetite é variável, momentâneo e depende de vários fatores, entre eles, idade, condição física e psíquica, atividade física, temperatura ambiente, ingestão na refeição anterior.
Criança cansada ou super estimulada com brincadeiras pode não aceitar a alimentação de imediato; no verão, seu apetite pode ser menor do que no inverno. O apetite pode diminuir se na refeição anterior a ingestão calórica foi grande; ele é regulado pelos alimentos preferidos da criança, sendo estimulado pela forma de apresentação da alimentação (cor, textura e cheiro).

– Os alimentos preferidos pela criança são os de sabor doce e muito calóricos. Essa preferência ocorre porque o sabor doce é inato ao ser humano, não precisa ser “aprendido” como os demais sabores. É normal a criança querer comer apenas doces; cabe aos pais, portanto, colocar os limites de horário e de quantidade.

Quando a criança já for capaz de se servir à mesa e de comer sozinha, essa conduta deverá ser permitida e estimulada.Devem ser respeitadas as preferências alimentares individuais tanto quanto possível. Quando a criança recusa insistentemente um determinado alimento, o ideal é substituí-lo por outro que possua os mesmos nutrientes. Se esse alimento for imprescindível, pode-se variar o seu modo de preparo. Os conflitos nas relações familiares e na relação mãe-filho são demonstrados com clareza pela criança na alimentação. A recusa a determinados alimentos pode ser uma tentativa de chamar a atenção dos pais para algo que não está bem.


– Comportamentos como recompensas, chantagens, subornos ou castigos para
forçar a criança a comer devem ser evitados, pois podem reforçar a recusa alimentar.

São necessárias orientações gerais para que a conduta alimentar da criança seja saudável e a formação do hábito adequada:


– As refeições e os lanches devem ser servidos em horários fixos diariamente, com intervalos suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição.
Um grande erro é oferecer alimentos fora de hora ou deixar a criança alimentar-se sempre que deseja, pois assim não terá apetite no momento das refeições.
intervalo entre uma refeição e outra deve ser de duas a três horas.

Na fase pré-escolar, o esquema alimentar deve ser composto por cinco ou seis
refeições diárias, com horários regulares: café da manhã às 8 h; lanche matinal às 10 h; almoço às 12 h; lanche vespertino às 15 h; jantar às 19 h; e, algumas vezes, lanche antes de dormir.


– O tamanho das porções dos alimentos nos pratos deve estar de acordo com o grau de aceitação da criança.
É muito freqüente a mãe, por preocupação, servir uma quantidade de alimento
maior do que o filho consegue ingerir. O ideal é oferecer uma pequena quantidade de alimento e perguntar se a criança deseja mais. Ela não deve ser obrigada a comer tudo que está no prato.

– Quando houver doce de sobremesa, oferecê-lo como mais uma preparação da refeição, evitando utilizá-lo como recompensa ao consumo dos demais alimentos.

– A oferta de líquidos nos horários das refeições deve ser controlada, porque o
suco, a água e, principalmente, o refrigerante distendem o estômago, podendo dar o estímulo de saciedade precocemente. O ideal é oferecer água à vontade nos intervalos das refeições para que a criança não sinta necessidade de ingerir líquidos na hora de comer.

– Salgadinhos, balas e doces também não devem ser proibidos, porque a proibição estimulará ainda mais o interesse da criança; eles podem ser consumidos em horários adequados e em quantidades suficientes para não atrapalhar o apetite da próxima refeição.

– A criança deve ser confortavelmente acomodada à mesa com os outros membros da família.
O ambiente na hora da refeição deve ser calmo e tranqüilo, sem a televisão ligada ou quaisquer outras distrações, como brincadeiras e jogos.

A criança deve ser encorajada a comer sozinha, mas sempre com supervisão, para evitar engasgos. É importante deixá-la comer com as mãos e não cobrar limpeza no momento da refeição. Quando souber manipular adequadamente a colher, pode-se substituí-la pelo garfo.

– Envolver a criança nas tarefas que envolvam a preparação das refeições, como participar da escolha do alimento, da sua compra no mercado ou feira e da elaboração dos pratos.

– A monotonia alimentar, sem variações do tipo de alimento e de preparações, é um fator que pode tirar o apetite e o interesse da criança pelo alimento. Assim, uma alimentação equilibrada deve ser representada por uma refeição com grande variedade de cores, texturas, formas interessantes e colocação no prato de maneira atrativa.

– Limitar a ingestão de alimentos com excesso de gordura, sal e açúcar, pois são, comprovadamente, fatores de risco de doenças crônicas não-transmissíveis no adulto.

– Preocupar-se com a qualidade da gordura consumida; limitar o uso de gorduras tipo trans e saturadas e estimular o consumo de gorduras monossaturadas e poliinsaturadas, principalmente na forma de ômega-3.

– Oferecer alimentos ricos em ferro, cálcio, vitamina A e D e zinco, pois são essenciais nesta fase da vida. A mãe deve dar a carne em pedaços pequenos e com consistência macia e estimular a criança a mastigá-los e engoli-los, e não apenas a chupar o caldo da carne.

– Alimentos que possam provocar engasgos devem ser evitados, como balas duras, uva inteira, pedaços grandes de cenoura crua, pipoca etc.


DEZ PASSOS DE UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS MAIORES DE 2 ANOS

PASSO 1: Aumente e varie o consumo de verduras, legumes e ofereça-os em cinco porções diárias. Esses alimentos são fontes de vitaminas e minerais que ajudam na prevenção de doenças e melhoram a resistência do organismo.

PASSO 2: Ofereça feijão pelo menos uma vez por dia, no mínimo quatro vezes por semana. O feijão é boa fonte de ferro e auxilia na prevenção da anemia. Para variar, pode-se substituir o feijão por lentilha, grão-de-bico ou soja. Para melhorar a absorção do ferro, é importante ingerir suco de limão, laranja ou acerola, que são fontes de vitamina C.

PASSO 3: Alimentos gordurosos devem ser evitados, podendo ser ofertados no máximo uma vez por semana. É melhor optar por alimentos assados,
grelhados ou cozidos do que fritos. Retire a gordura da carne, a pele do frango
e o couro do peixe. Evite oferecer manteiga, banha de porco e gordura hidrogenada (leia os rótulos dos alimentos). Prefira o azeite de oliva, óleo de canola, de girassol, de milho ou de soja, mas não utilize em excesso.

PASSO 4: Modere o uso de sal. O sal em excesso pode contribuir para o aumento da pressão arterial (hipertensão). Evite temperos prontos, alimentos enlatados, carnes salgadas e embutidos como mortadela, presunto, lingüiça, etc. Todos esses alimentos contêm muito sal.

PASSO 5: Procure oferecer pelo menos três refeições e dois lanches por dia. Para os lanches e sobremesas prefira frutas.

PASSO 6: Doces, bolos, biscoitos e outros alimentos ricos em açúcar devem ser evitados, podendo ser oferecidos no máximo duas vezes por semana.

PASSO 7: Evite o consumo diário de refrigerantes. A melhor bebida é a água.

PASSO 8: Para que a criança aprecie sua refeição, ela deve comer devagar e mastigar bem os alimentos. Faça das refeições um momento de encontro da família. Não alimente seu filho assistindo à TV, trabalhando ou discutindo.

PASSO 9:Mantenha o peso do seu filho dentro dos limites saudáveis para a idade. Peça para a equipe de saúde anotar no gráfico de crescimento desta caderneta o peso e a altura do seu filho.

PASSO 10: Estimule seu filho para que seja ativo. Saia para caminhar com ele leve-o para andar de bicicleta, passear com o cachorro, jogar bola, fazer algum tipo de esporte. Não deixe seu filho passar muitas horas assistindo à TV, jogando videogame ou brincando no computador.





LACTENTES

O conhecimento correto e atualizado sobre a alimentação da criança é essencial para a avaliação e a orientação adequadas sobre sua nutrição.
A alimentação saudável deve possibilitar crescimento e desenvolvimento adequados, otimizar o funcionamento de órgãos, sistemas e aparelhos e atuar na prevenção de doenças em curto e longo prazo (p. ex., anemia, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis).

O leite materno é produzido especificamente para atender as necessidades nutricionais e afetivas da criança, pois protege a criança de doenças infecciosas e diarreias  permitindo o desenvolvimento mais saudável do bebê. Além disso, o ato de amamentar representa a ocasião em que o bebê se encontra envolvido nas delícias do afeto da mãe, recebendo amor, carinho e proteção.Se o bebê estiver em aleitamento materno, não há necessidade de se utilizar água, chás ou quaisquer alimentos diversos até que se complete 6 meses de idade.Caso seja introduzido o leite artificial, pode-se iniciar a oferta de água nos intervalos das mamadas. Nesse caso também, inicia-se a oferta de outros alimentos a partir dos 4 meses de idade.

Idealmente o lactente até os seis meses deverá alimentar-se apenas de leite materno, mas se por algum motivo isso não é possível, pode-se utilizar as fórmulas lácteas (leite artificial).

Leia mais em "Siga os Dez Passos" aqui no blog.

Lactente é a criança após os primeiros 28 dias de vida (recém-nascido) até completar o segundo ano de idade (24 meses). Que ainda mama nos seios. 


O bebê deve mamar sob livre demanda, ou seja, todas as vezes que quiser, sem horários fixos ou determinados. Depois de ele esvaziar o primeiro peito, a mãe deve oferecer-lhe o segundo; o completo esvaziamento da mama assegura a manutenção do estímulo de produção do leite. 

O tempo de esvaziamento da mama é variável para cada criança; alguns conseguem fazê-lo em poucos minutos e outros, em até 30 minutos.
Para retirar o bebê do peito, recomenda-se introduzir gentilmente o dedo mínimo no canto da sua boca; ele largará o peito, sem tracionar o mamilo. 

Após a mamada, colocá-lo para arrotar.
Vale lembrar que o ritmo intestinal no primeiro ano de vida, sobretudo nos primeiros meses, é diferenciado. Nos primeiros meses, a criança pode evacuar todas as vezes que mama, devido à presença do reflexo gastrocólico, ou evacuar com intervalo muito longo, até de dias; isso é considerado normal, desde que as fezes estejam amolecidas, não apresentem rajas de sangue e o aumento de peso seja adequado. O ganho ponderal da criança deve ser acompanhado, mensalmente, para monitorar o seu crescimento.


O incentivo e apoio ao aleitamento materno deve ocorrer no pré-natal, sala de parto, alojamento conjunto e após a alta hospitalar, bem como nas unidades de alto risco que atendem o recém-nascido. Desde 1990, com o objetivo de desenvolver mecanismos e ações de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno, foram definidos os
 “dez passos para o sucesso do aleitamento materno”, 
descritos na Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Eles visam às modificações de rotinas hospitalares e à mobilização de profissionais de saúde envolvidos, direta ou indiretamente, nos cuidados da díade mãe e bebê:

1. Ter uma norma escrita sobre aleitamento, que deveria ser rotineiramente transmitida a toda a equipe de cuidados de saúde.
2. Treinar toda a equipe de saúde, capacitando-a para implementar essa norma.
3. Informar todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento.
4. Ajudar as mães a iniciar o aleitamento na primeira meia hora após o nascimento.
5. Mostrar às mães como amamentar e manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus filhos.
6. Não dar a recém-nascidos nenhum outro alimento ou bebida além do leite
materno, a não ser que tal procedimento seja indicado pelo médico.
7. Praticar o alojamento conjunto – permitir que mães e bebês permaneçam juntos – 24 horas por dia.
8. Encorajar o aleitamento sob livre demanda.
9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas ao seio.
10. Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio ao aleitamento, para onde as mães deverão ser encaminhadas por ocasião da alta do hospital ou ambulatório.


Sinais de que a amamentação vai bem:

Mãe
Mãe parece estar saudável 
Mãe relaxada e confortável 
Sinais de vínculo entre a mãe e o bebê

Bebê
Bebê parece saudável 
Bebê calmo e relaxado 
Bebê procura o peito, se com fome

Mamas
Mama parece saudável 
Sem dor ou desconforto 
Mama apoiada com dedos longe

Posição do bebê 
Cabeça e tronco do bebê alinhados 
Corpo do bebê bem perto do corpo da mãe 
Nádegas do bebê apoiadas 
Nariz do bebê na altura do mamilo 

Pega do bebê 
Mais aréola acima da boca do bebê 
Boca do bebê bem aberta 
Lábio inferior virado para fora 
Queixo do bebê toca a mama 

Sucção 
Sugadas lentas e profundas, com pausas 
Bochecha redonda durante a mamada 
Bebê solta o peito quando termina a mamada 
Mãe apresenta sinais do reflexo da ocitocina 

Sinais de possíveis dificuldades na amamentação:

Mãe 
Mãe parece estar mal e deprimida
Mãe parece tensa ou desconfortável
Sem contato visual com o bebê

Bebê
Bebê parece sonolento ou doente
Bebê está impaciente ou chorando
Bebê não procura o peito

Mamas

Mama vermelha, inchada ou ferida
Mama ou mamilo dolorosos
Mama apoiada com os dedos na aréola do mamilo

Posição do bebê 

Bebê com pescoço ou tronco torcidos
Bebê longe da mãe
Bebê apoiado pela cabeça ou costas somente
Nariz do bebê acima ou abaixo do mamilo

Pega do bebê 
Mais aréola abaixo da boca do bebê
Bebê com boca pouco aberta
Lábios para frente ou para dentro
Queixo do bebê não toca a mama

Sucção
Sugadas rápidas
Esforço da bochecha durante a mamada
Mãe tira o bebê do peito
Mãe sem sinais do reflexo da ocitocina


Esquema para introdução dos alimentos complementares:

Até 6º mês: Leite materno exclusivo
6o a 24o mês: Leite materno complementado
6º mês: Papa de frutas e primeira papa salgada
7º a 8º mês: Segunda papa salgada
9º a 11º mês:  Gradativamente, passar para a refeição da família com ajuste da consistência
12º mês: Comida da família


Fonte: Manual de Orientação Alimentar.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Siga os Dez Passos!

Com o objetivo de orientar sobre alimentação saudável, o Ministério da Saúde lançou o Guia Alimentar para a População Brasileira. Neste guia há os 10 Passos para a Alimentação Saudável que visa promover a mudança de hábitos e facilitar a escolha por alimentos mais saudáveis.






Fonte: http://nutricao.saude.gov.br/pas.php




segunda-feira, 20 de maio de 2013

Vida Saudável



A adoção de uma alimentação saudável previne o surgimento de doenças crônicas e melhora a qualidade de vida. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo e devem ser ingeridos com frequência.

As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias nocivas com a parede do intestino grosso.

A ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando consumidos por meio dos alimentos. O uso de vitaminas e outros nutrientes isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer.

Os bons hábitos alimentares vão funcionar como fator protetor se forem adotados ao longo da vida. Nesse aspecto devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentares do brasileiro, como o consumo de arroz com feijão.



Ter uma boa alimentação é sinônimo de vida saudável. 
Muitos componentes da alimentação dos brasileiros são associados ao desenvolvimento de doenças, como o câncer, problemas cardíacos, obesidade e outras enfermidades crônicas, como o diabetes. Por isso, alimentos ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, entre outros, devem ser ingeridos com moderação.

O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de doenças. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, por exemplo, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, ensopados, guisados, cozidos ou assados.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/cuidados-e-prevencao